“Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada.”
— Caio Fernando Abreu.
“Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada.”
— Caio Fernando Abreu.
tristes olhos azuis molhados mais uma vez
a cabeça inclinada para baixo numa demonstração de esgotamento sentimental e físico
os ombros rígidos, a voz desanimada, uma expressão fria e o respirar pesado
centenas de páginas preenchidas com a história de um amor persistente
que ainda machuca
contestando o seu fim
Gian Lucas.
Eu tento ficar bem, eu juro, mas não importa se a minha luta foi grande para tentar esquecer algumas coisas, há certas memórias que por mais que eu me esforce para esquece-las, elas sempre dão um jeito de reaparecer na minha cabeça e faz com que tudo desmorone novamente dentro de mim, logo quando estou quase me recuperando. E isso é como derrubar um muro que levou anos para ser erguido, é esse o estrago de lembrar.
Karolyne S.
teu beijo esquentava todo meu corpo, deixava ofegante minha respiração
teu abraço criava uma sensação de paz, quietude, proteção
tua voz tocava meus ouvidos como a mais bela canção já criada
tua pele excitava todos os átomos e arrepiava todos os pêlos presentes em meu corpo
que passado glorioso nós tivemos
que sentimento único nós vivemos
mas acabou
acabou como um dia morrerão todos os átomos
e nenhuma canção será mais ouvida
e a paz, a quietude e a proteção não mais serão sentidas
e também minha respiração não mais existirá
Gian Lucas.
a gente tenta ser ponto de equilíbrio mas carrega tanto peso que parece âncora
Você é um copo cheio de vodka e eu não tenho folego, nem estômago pra te ingerir.
Jéssica Alves.
enquanto beethoven toca ao fundo, eu percebo,
sou meu próprio veneno,
mas também
sou a minha cura.
cr.
Você.
Eu.
Juntos.
Temos tantos pontos finais, que somados formam as nossas reticências.
“Passo metade do dia odiando minha vida e querendo ser sugada pela minha própria insignificância. A outra metade passo rindo do quanto sou dramática e exagerada.”
— Tati Bernardi.
Não existe metáfora, nem se quer hipérbole, capaz de descrever o que eu sinto quando meu olhar colide com o seu.
